TURISMO EM ESPAÇO RURAL, Moncosa, Boavista dos Pinheiros, Odemira

Projeto | 2020

Autores: Visionarte, Atelier de Arquitetura

Descrição:

O TER proposto comporta sete unidades de alojamento com capacidade para catorze utentes. As unidades de alojamento, estão distribuídas num único edifício. Como complemento ao edifício proposto propõe-se a construção de uma piscina para uso dos utentes.
O conceito idealizado pelo requerente para este projeto, é baseado no princípio da antiga estalagem, cuja figura jurídica caiu em desuso. Inspirada nas antigas casas senhoriais das herdades no Alentejo, eram compostas por vários volumes de acordo com a função desempenhada.

Evitando modelações no terreno significativas, a pretensão implanta-se de forma harmoniosa, respeitando a envolvente e o aproveitando o seu declive de forma a enquadrar os volumes que a compõem, nomeadamente um dos corpos que comporta um segundo piso, tornando o conjunto totalmente enquadrado na envolvente.

A proposta desenvolve-se em quatro zonas distintas e materializadas no edificado. Cada uma destas zonas tem uma relação de proporção com a sua função.
A entrada, um pequeno volume de duas águas, que para além ser um espaço amplo para a chegada e acolhimento dos hóspedes, faz a transposição do espaço social e de uso comum dos utentes, Sala de estar, a sala de refeições e cozinha, para zona mais privada onde se distribuem os quartos. Este corpo do conjunto edificado, comporta dois pisos, comporta para além das unidades de alojamento uma pequena sala de estar por piso.

Onde se localiza da cozinha, existe um prolongamento da mesma que alberga uma lavandaria para apoio ao turismo, para tratamento de roupas de acesso restrito aos utentes.
A entrada principal encontra-se a nascente, e é feita através de uma zona exterior coberta, resguardada e abrigada. No hall de entrada, em frente à porta principal, enquadra através de um grande vão, um sobreiro existente, tornando esta área uma aproximação metafórica à experiência que se pretende transmitir à chegada dos hóspedes. Uma representação simbólica do local onde se encontram, o sobreiro como referência ao Alentejo.

A organização do espaço exterior junto da sala e cozinha proporciona uma zona de estar exterior a poente, sombreada por uma pérgola onde poderão também ser servidas e confecionadas pequenas refeições.

A cozinha é de acesso e utilização dos utentes. A cozinha e a lavandaria têm entradas diretas pelo exterior e ambas têm uns pequenos alpendres cobertos.
As unidades de alojamento concentram-se numa zona mais a norte que se desenvolve numa cota inferior aos restantes espaços, com o objetivo de enquadrar o volume de dois pisos no conjunto edificado. Assim sendo a construção acompanha o declive natural do terreno e a diferença das cérceas é impercetível.

As unidades de alojamento comportam instalações sanitárias individuais e são providas de ventilação e iluminação natural. As salas de estar em cada um dos pisos são o ponto de distribuição para as unidades de alojamento. Irão conferir aos alojamentos um espaço de estar mais reservado e intimista onde se poderão desenvolver atividades em pequenos grupos ou mesmo individuais.
A cobertura da zona das unidades de alojamento é composta por quatro mansardas que conferem ao edificado, para além de uma relação franca com exterior, a dignidade pretendida para este conjunto edificado. Para além destes elementos, outros elementos utilizados na construção “constroem” a imagem pretendida com a utilização de materiais cuja no nobreza perdura no tempo, como a utilização de cantarias em pedra lioz ou mármore bujardo a pico fino, janelas e vãos de sacada com bandeiras tanto no interior como no exterior.

A distribuição dos espaços interiores, a sua relação entre si e com o exterior, confere aos utentes uma vivência mais reservada ou, pelo contrário, uma vivência de partilha e sociabilização.

 

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